A alegria do Cristo que se reflete na alegria de suas servas

 

Não se pode anunciar à Cristo com cara de Cemitério” nos exorta o Santo Padre, o Papa Francisco, e segue nos falando sobre isso em sua sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho).

Como servas de Cristo e propagadoras de sua Boa Nova, somos nós chamadas a, juntamente com o anúncio, testemunharmos a alegria que existe em Deus em nosso próprio comportamento.

Se pararmos por um momento para analisarmos qual foi o fim para o qual Deus nos colocou nesta terra, se estamos com a consciência em sintonia com a bondade de Deus, facilmente chegamos à conclusão de que o fim é a nossa salvação e a salvação de nossos irmãos, e sobre isso São João Bosco irá nos dizer de forma ainda mais radical: ”Deus nos colocou neste mundo para os outros”.

Sendo assim, tudo o que pensamos, tudo o que fazemos, tudo o que desejamos não deve acontecer senão visando o fim para o qual fomos criadas, aquele ao qual chegamos à conclusão no parágrafo acima.

Sabendo que podemos e devemos propagar, mas acima de tudo viver, o que Cristo nos ensinou, rapidamente entendemos também que não se pode fazer nada disso com amargura e rudeza, levando em frente a nossa vida em Cristo e o nosso compromisso em ”Ir pelo mundo e Levar a Boa Nova a toda Criatura” (Mc 16, 15) como se o comprometimento com Cristo  fosse um fardo e mera obrigação de cristãos. Isso nos coloca em constante perigo de cair na tentação de arrogar para nós mesmas a legitimidade e o depósito da Verdade, bem como a posse das fórmulas e trejeitos que mais agradam a Deus.

Não podemos nos transformar em mulheres autoritárias, amargas, duras, impassíveis, sem o brilho característico da alegria do ser cristão e sem a noção do fim de cada uma das exigências que se apresenta a uma mulher cristã católica. Uma das primeiras características que, na teoria, se observa em um cristão legítimo, é a humildade e a alegria, frutos da certeza de ser amado e de servir o único Deus, que é Perfeito por excelência. Além do amor e caridade latentes, o fazer tudo visando o bem: a salvação própria e a salvação do outro.

Se não nos policiamos, o que fazemos muitas vezes é exatamente o contrário do nosso objetivo de cristãs: afastamos as pessoas do desejo de estarem com Deus e de serem seus servidores; seja com a nossa cara sempre fechada, seja com nosso comportamento frio e com nossa queda no hábito de estar sempre ditando regras, das mais básicas às mais esdrúxulas, e caindo nós mesmas numa espécie de farisaísmo: ditamos regras que nem nós mesmas damos conta de seguir, mas exigimos que os outros sigam. Invenções. Coisas que nem a Santa Igreja, na sua sabedoria bi-milenar concedida por Deus, nos exige.

Quando Deus, por Misericórdia, se encarnou e veio a nós, Ele nos ensinou que o bem maior está em buscar o Reino de Deus e em Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças.

Se não levamos uma vida em que fazemos o básico, que é Amar ao Senhor da maneira mais fiel e próxima do ideal, acreditar que fazemos sua vontade é um erro crasso e até ofensivo. E daí surgem as disparidades com o que é realmente fazer a sua vontade e ser cristão.

Sermos chamadas filhas de Deus e mais do que isso, sermos chamadas por Ele de amigas (Jo 15,15), são motivos mais do que suficientes para sermos alegres e acreditarmos que a Alegria do Evangelho, como nos ensina o Santo Padre, é uma realidade que nos faz crer que, embora a nossa realização plena esteja no céu, podemos ainda assim ser alegres na terra e vivermos com serenidade, sem rudeza e sem levar adiante o nosso compromisso com Cristo como se este fosse um fardo, que impomos sobre nós mesmas e sobre os outros.

Que Deus nos abençoe e nos inspire a encontrar a Alegria que emana Dele.


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