4 hábitos que destroem a caridade entre amigos

 

São Pio de Pietrelcina definiu a caridade como a rainha das virtudes. As Sagradas Escrituras também nos dão ideia de sua relevância. São João chega a afirmar que Deus é a própria caridade e que somente aqueles que amam O conhecem (cf 1 Jo 4, 8). Podemos citar também a conhecida carta de São Paulo, em que o apóstolo diz que a caridade jamais acabará e é a mais importante das virtudes: “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade” (1 Cor 13, 13).

Seguindo roteiro proposto por Michele Faehnle e Emily Jaminet no livro The Friendship Project, já refletimos sobre as virtudes da e da esperança em relação às amizades que mantemos. Neste post, portanto, trataremos da caridade. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC, 1822).

A caridade constitui também a forma das demais virtudes: ela é a fonte e, ao mesmo tempo, a finalidade de sua prática (cf. CIC, 1827). Nesse sentido, o Padre Pio a comparava ao fio que mantém unidas as pérolas de um colar. Acrescenta ainda o santo: “Da mesma forma que, se o fio se rompe as pérolas caem, assim também, se a caridade diminui, as virtudes se dispersam”.

Quais são os vícios que diminuem a caridade em nós? Traduzimos, abaixo, trechos do capítulo em que Michele Faehnle apresenta quatro hábitos viciosos que impedem o crescimento da caridade:

1. Fofoca

“O Papa Francisco falou sobre a importância de evitar a fofoca, porque essas palavras, que podem ser divertidas à primeira vista, são um verdadeiro veneno capaz de ‘matar a reputação da outra pessoa’. Ele continua dizendo que, se evitamos a fofoca, podemos nos tornar santas! Todas nós deveríamos nos esforçar para seguir no belo caminho do amor.”

2. Egoísmo

“Outra barreira para a caridade é o egoísmo ou o orgulho. Pessoalmente, eu caí muitas vezes nesse pecado quando estava muito imersa em meu mundinho e tornei-me cega à minha própria falta de caridade. Em alguns momentos, Deus nos mostra nossas faltas e o modo como machucamos nossos amigos, mesmo sem querer.”

3. Excesso de sensibilidade

“Quantas vezes guardamos rancores por causa de pequenas coisas, que não apenas arruínam amizades mas também nos atrapalham espiritualmente? Seja uma ofensa recebida intencional ou não, precisamos estar atentas ao excesso de sensibilidade. Nossa natureza sensível é um presente de Deus, mas se somos sentimentais demais […], isso se tem origem no egocentrismo e no amor-próprio, e não no amor pelos outros.”

4. Inveja

“A inveja também é um pecado contra a caridade e pode destruir amizades. Quando invejamos o que nossos amigos têm, podemos envenenar o relacionamento. Atualmente, estamos especialmente propensas à inveja, uma vez que somos bombardeadas com imagens de cozinhas perfeitas, filhos perfeitos e uma ‘vida de Pinterest’ perfeita. Como mulheres, tendemos à comparação e competição. A única solução para a inveja é a caridade. Deveríamos apreciar ‘os dons e qualidades dos irmãos e irmãs em nossas comunidades’ e alegrarmo-nos pelos amigos, ao invés de os invejarmos. O Papa Francisco aconselha: ‘Quando tenho inveja, eu devo dizer ao Senhor: Obrigada, Senhor, porque destes isso a tal pessoa’.”

Esperamos que este texto seja útil àquelas que desejam cultivar boas amizades. Até o próximo post!


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