Deus, Sexo e os Bebês: O que a Igreja Realmente Ensina Sobre NFP

Por Christopher West, publicado originalmente no site Catholic Answers
woman carrying a baby
Foto por Kristina Paukshtite em Pexels.com

Em minha experiência compartilhando ao redor do mundo o ensino católico sobre amor conjugal e sexualidade, uma coisa é certa: a confusão reina quando se trata do ensino da Igreja sobre paternidade responsável. Talvez o problema principal seja a falha em entender a profunda distinção entre contracepção e abstinência periódica (ou planejamento familiar natural). Enquanto a contracepção nunca é compatível com uma visão autêntica de paternidade responsável, a Igreja ensina que NFP –dada a disposição apropriada dos esposos– pode ser.   

A falha em distinguir entre a contracepção e NFP ocorre não apenas entre aqueles tentando justificar a contracepção, ela ocorre também entre aqueles que pensam que qualquer tentativa de evitar ou espaçar os filhos é um sinal de uma fé fraca ou falta de confiança em Deus. Existem outras pessoas que aceitam a licitude do NFP, mas discutem sobre o que constitui uma razão séria o suficiente para usá-lo.

Seria necessário um tomo inteiro para esclarecer todos os pontos e contrapontos válidos para um tratamento adequado da questão. O objetivo desse artigo é simplesmente esboçar algumas das perguntas comuns relacionadas com a paternidade responsável, na esperança de trazer algum equilíbrio para a discussão. Vamos começar por um esboço da lógica interna da ética sexual da Igreja Católica.

O Amor Encarnado

João Paulo II escreve na Familiaris Consortio que

“a diferença antropológica e moral entre a contracepção e o método do ‘ritmo’ [abstinência periódica] é muito mais abrangente e profunda do que normalmente se pensa, do tipo que envolve na análise final dois conceitos irreconciliáveis da pessoa e da sexualidade humana” (FC 32)

Em suma, esses “dois conceitos irreconciliáveis” giram em torno de uma visão do amor encarnado, versus uma visão do amor desencarnado.

“Amem uns aos outros como eu os amei” (Jo 15, 12). Essas palavras de Cristo resumem o significado da vida. Como Cristo nos amou? “Este é o meu corpo, que é dado por vós” (Lc 22, 19). O amor de Deus –uma realidade espiritual e eterna– é feito carne em Jesus Cristo. Em outras palavras, o amor de Cristo é uma realidade encarnada, e nós somos chamados a amar da mesma forma: com uma doação sem reservas dos nossos corpos.

Na verdade, o chamado espiritual para amar como Cristo amou está estampado em nossos corpos, como homens e mulheres, naquilo que o Papa João Paulo II chama de “O significado esponsal do corpo”, a “capacidade do corpo de expressar amor: aquele amor precisamente no qual a pessoa se torna um dom e –por meio desse dom– realiza o verdadeiro significado do seu ser e existência” (Teologia do Corpo, Editoras Paulinas, pag. 63).

Homem e mulher expressam esse dom físico de várias formas, mas, como o Santo Padre coloca, o dom “se torna mais evidente quando os esposos realizam esse encontro que os torna ‘uma só carne'” (Carta às Famílias, 12). Paulo descreve essa união em uma só carne como “um grande mistério” que de certa forma reflete, proclama, e prefigura a união de Cristo e a Igreja (Ef 5, 31-32).

Nenhuma dignidade e honra maior poderiam ser concedidas em nossa sexualidade. Deus nos criou como machos e fêmeas e nos chamou a sermos fecundos e a multiplicar, como um sinal do seu próprio mistério de amor auto-doador no mundo. Ainda assim, se vamos abraçar essa enorme e sacramental visão da nossa sexualidade, nós devemos também abraçar a responsabilidade que vem com ela.

A Ética do sinal 

João Paulo II escreve que podemos falar do bem e do mal moral no relacionamento sexual humano “de acordo com se… ele tem o caráter do sinal verdadeiro” (Teologia do Corpo, pag. 141-142). Em resumo, precisamos perguntar apenas a seguinte questão: esse dado comportamento é um sinal autêntico do amor divino? A união sexual tem uma linguagem profética porque ela proclama o próprio mistério de Deus. Mas o Papa complementa, devemos ser cuidadosos em distinguir entre os verdadeiros e falsos profetas (Teologia do Corpo, pag. 365). Se nós podemos falar a verdade com o corpo, podemos também falar contra a verdade.

A fim de ser “fiel ao sinal”, os esposos devem falar como Cristo fala. Cristo entregou seu corpo livremente (“Ninguém toma minha vida de mim, mas eu a dou por vontade própria.” Jo 10, 18). Ele doa seu corpo sem reservas (“Ele os amou até o fim.” Jo 13, 1). Ele doa o seu corpo fielmente (“Eu estou com vocês até o fim.” Mt 28, 20). E Ele doa o seu corpo de forma fecunda (“Eu vim para que eles tenham vida.” Jo 10, 10).

Esse é o amor com o qual um casal se compromete no casamento. De pé no altar, o padre ou diácono pergunta a eles “Vocês vieram aqui de forma livre e sem reservas para darem-se um ao outro em casamento? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Vocês prometem receber os filhos amorosamente de Deus?”, então, tendo se comprometido a amar como Cristo ama, o casal é destinado a encarnar aquele amor no ato conjugal. Em outras palavras, a união sexual é destinada a cumprir as palavras dos votos de casamento: “se tornar uma só carne”.

Quão saudável seria um casamento se os esposos, ao invés de encarnar seus votos, fossem regularmente infiéis a eles, regularmente falassem contra eles? Nisso mora o mal essencial de uma relação sexual com intenção contraceptiva. O desejo de evitar uma gravidez (quando há razão suficiente para fazê-lo) não é o que faz o comportamento dos esposos imoral. O que faz a contracepção imoral é a escolha específica de tornar estéril uma potencial união conjugal fértil. Isso muda o sinal do amor divino em um contra-sinal.

O amor divino é generoso; ele gera. De forma simples, essa é a razão pela qual Deus nos deu genitais: para capacitar os esposos a refletirem em seus corpos, a encarnar, uma versão terrena de seu próprio amor livre, total, fiel e fecundo. Quando os esposos praticam a contracepção –isto é, quando eles deliberadamente defraudam sua união de seu potencial procriativo– eles se tornam falsos profetas. Seu ato sexual ainda “fala”, mas nega o amor auto-doador de Deus.

O amor desencarnado 

“Pensar que restringir o fluxo livre dos fluídos do meu corpo me impede de amar minha esposa é ridículo”. Esse sentimento –expresso de uma forma zangada em uma carta que recebi— tipifica a visão desencarnada do amor usada para justificar a contracepção. Para aquele homem, o amor não é revelado no corpo (e em seus fluidos), mas é algo meramente espiritual.

A admoestação de São João me vem à mente: Cuidado com os falsos profetas que negam a encarnação (1 Jo 4, 1-3). Levada às suas conclusões lógicas, a contracepção implica na aceitação de uma visão de mundo que é antiética ao mistério do amor encarnado –isto é, o mistério de Cristo.

Aplicando a mesma visão de amor desencarnado a Cristo, o que devemos fazer com o sangue de Cristo que foi derramado por nós na cruz e dado a nós como bebida na Eucaristia? Não seria esse “fluxo livre de fluidos corporais” uma definitiva realização do amor espiritual de Cristo por sua Noiva? Se Jesus tivesse retido seu sangue em uma falsa crucifixão, isso teria sido suficiente? “Sem o derramamento do sangue não há perdão dos pecados” (Hb 9, 22). Similarmente, sem a doação da semente, não há ato conjugal.

O espírito é expresso no e através do corpo (e, sim, nos fluidos do corpo). Isso não pode acontecer de outras forma para nós, pessoas encarnadas. João Paulo II explica: “Como um espírito encarnado (isto é, uma alma que expressa a si mesma em um corpo, e um corpo dotado de um espírito imortal), o homem é chamado ao amor em sua totalidade unificada. O amor inclui o corpo humano, e o corpo se torna um participante do amor espiritual. (Familiaris Consortio 11).

Se em uma relação sexual com intenção contraceptiva alguém alega conseguir expressar amor por outra pessoa, essa só pode ser um pessoa desencarnada. Esse não é um amor pelo outro na unidade  ordenada por Deus, que envolve o corpo e a alma. Dessa forma, atacando o potencial criativo do ato sexual, a relação onde há uso de contracepção “é incapaz de ser um ato de amor” (Teologia do Corpo, pag. 398).

Mantendo o respeito pelo amor encarnado

Assim, o respeito pelo amor encarnado implica que os casais devem deixar o número de filhos que eles terão submetido inteiramente ao acaso? Não. Ao chamar os casais ao amor responsável, a Igreja os chama também à paternidade responsável.

O Papa Paulo VI afirma claramente que aqueles que “prudentemente e generosamente decidem ter uma família numerosa, ou quem, por sérias razões e com devido respeito à lei moral, escolhe não ter mais filhos no momento presente ou mesmo por um período indeterminado, exerce a paternidade responsável” (Humanae Vitae 10). Note que famílias numerosas devem resultar de reflexão prudente, não do acaso, e que um casal deve ter sérias razões para evitar uma gravidez, além de respeitar a lei moral.

Assumindo que um casal tenha uma razão séria para evitar um filho, o que eles poderiam fazer para não violar a “ética do sinal”? Em outras palavras, o que eles poderiam fazer para evitar um filho sem os tornar infiéis aos seus votos de casamento? Estou certo de que todos lendo este artigo estão fazendo exatamente isso nesse exato momento: abster do sexo. A Igreja sempre ensinou, ensina, e sempre ensinará que o único método de “controle de nascimento” que respeita a linguagem do amor divino é o auto-controle.

Uma outra questão surge: estaria um casal fazendo algo que falsifique a sua união conjugal se eles têm uma relação sexual sabendo que estão naturalmente inférteis? Pense em um casal que já passou da idade fértil. Eles sabem que sua união não irá resultar em um filho. Eles estão violando “o sinal” se eles se envolvem em uma relação sexual com esse conhecimento? Eles estão praticando contracepção?

Não. Nem os casais que estão utilizando NFP para evitar uma gravidez. Eles acompanham a fertilidade da mulher, abstêm quando ela está fértil, se assim desejarem, e têm relações quando ela está naturalmente infértil. (Devo mencionar que os métodos modernos de NFP são de 98 a 99% efetivos para evitar uma gravidez quando usados apropriadamente. Eles não são o mesmo que o método da “tabelinha”).

Algumas pessoas frequentemente bradam “Isso é procurar pêlo em ovo! Qual a diferença entre tornar a união estéril e esperar até o período de infertilidade natural? O fim resulta na mesma coisa”. Para o qual eu respondo: qual a grande diferença entre um aborto espontâneo e um aborto provocado? O fim resulta na mesma coisa. Um é um ato de Deus, no outro o homem toma os poderes da vida em suas próprias mãos e tenta fazer a si mesmo como Deus (Gn 3, 5).

A diferença é cósmica. NFP capacita um casal a manter o respeito pelo amor encarnado. Tal respeito é a razão de ser do NFP. A contracepção desencarna o amor e, por meio disso, “atinge diretamente a criação de Deus no nível da sua mais profunda interação entre natureza e pessoa” (FC 32).

Acreditando na providência

Então o que constitui uma “séria razão” para evitar um filho? Aqui é onde a discussão normalmente esquenta. Um pensamento correto sobre a questão da paternidade responsável, como todas as outras, é matéria de manter distinções importantes e equilibrar as verdades a respeito dela. A falha em fazê-lo leva a erros em ambos os extremos.

Um exemplo desse tipo de erro é a noção ultra-piedosa de que se casais realmente acreditassem na providência, eles nunca procurariam evitar um filho. Isto simplesmente não é o ensino da Igreja. Em alguns casos, “um aumento no tamanho da família seria incompatível com o dever dos pais” (Karol Wojtyla [Papa João Paulo II], Amor e Responsabilidade, Ignatius Press, 243). Portanto, evitar um filho “em certas circunstâncias pode ser permissivo ou mesmo obrigatório” (Karol Wojtyla, Pessoa e Comunidade, Trabalhos Selecionados, Peter Lang Publishing, 293).

Certamente devemos confiar na providência de Deus. É importante lembrar, porém, que esta verdade importante deve ser equilibrada com outra importante verdade, a de evitar o providencialismo. Quando o mal tentou Jesus a pular do templo, ele estava correto em dizer que Deus proveria ajuda. O mal inclusive cita as Escrituras! Mas Cristo responde com outra verdade das Escrituras: “Não tentarás o Senhor teu Deus” (Lc 4, 12).

Um casal com dificuldades para prover o necessário para os seus filhos, da mesma forma, não deveria colocar Deus à prova. Hoje, o conhecimento sobre o ciclo de fertilidade é parte da providência de Deus. Assim, casais que fazem um uso responsável desse conhecimento a fim de evitar uma gravidez, estão acreditando na providência de Deus. Eles, não menos do que um casal que “prudentemente e generosamente decidiram ter uma família numerosa” (HV 10), estão praticando a paternidade responsável.

O inimigo egoísmo 

Certamente é verdade que, como todas as coisas, o planejamento familiar natural pode ser abusado. O egoísmo, como o inimigo do amor, é também o inimigo da paternidade responsável. É claro no ensino da Igreja que razões frívolas para evitar filhos tornam o uso dele moralmente condenável. No entanto, o casal também não é obrigado a ter uma situação de “vida ou morte” a fim de fazer uso do NFP.

Ao tratar do tamanho da família, o Vaticano II ensina que os pais devem “seriamente levar em conta o próprio bem estar e o bem estar dos filhos, aqueles já nascidos e aqueles que podem vir a nascer no futuro […] eles devem considerar as condições materiais e espirituais dos tempos, bem como seu estado de vida. Finalmente, eles devem consultar o interesse do grupo familiar, da sociedade temporal, e da própria Igreja” (Gaudium et Spes 50). Em termos de limitar o tamanho da família, a Humanae Vitae ensina que “motivos razoáveis para espaçar nascimentos devem surgir de condições físicas ou psicológicas do marido ou mulher, ou de circunstâncias externas” (HV 16).

A diretriz da Igreja é intencionalmente ampla. Seguindo o que a Igreja coloca, não tenho a intenção de ir mais longe do que isso. É dever de todo e cada casal aplicar esses princípios básicos às suas situações particulares. Dilemas morais são muito mais fáceis quando os outros traçam a linha do limite para nós, mas, como o Vaticano II ensina, “os pais, eles mesmos e ninguém mais, devem, em última instância, fazer esse tipo de juízo diante de Deus” (GS 50). João Paulo II complementa que esse ponto é “de particular importância para determinar o caráter moral da paternidade responsável” (Teologia do Corpo, 393).

Portanto, de forma surpreendente, a ideia largamente difundida de que um casal deve obter uma “permissão” de um padre para evitar uma gravidez não é apenas falsa, mas revela uma confusão séria sobre a natureza da responsabilidade moral. Se um casal não tem certeza quanto suas motivações, é aconselhável que procure aconselhamento. Mas a Igreja deposita essa responsabilidade para a decisão diretamente sobre os ombros dos esposos. Se os esposos escolhem limitar o tamanho da família, o Catecismo da Igreja Católica ensina que apenas que “é dever dos esposos estarem certos de que seu desejo não é motivado pelo egoísmo, mas que está conformidade com a generosidade apropriada a paternidade responsável” (CIC 2368).

Nesse ponto, existe uma outra forma, mais sutil e pouco discutida, de egoísmo que entra em conflito com a paternidade responsável. Uma vez eu aconselhei um casal que havia tido muitos filhos em um curto espaço de tempo. Os pais reconheciam cada filho como uma benção divina e faziam tudo o que podiam para amar e cuidar de todos. A mãe, emocionalmente esgotada desde o terceiro filho, sempre desejou um espaço maior entre o nascimento dos filhos. Veio à luz o fato de que a razão pela qual eles não espaçavam os filhos era que o esposo, de forma egoísta, não queria ter que fazer abstinência sexual.

Aqui, quando encarada de forma mais próxima, o que superficialmente poderia passar como uma generosa resposta ao ensino da Igreja, na verdade demonstra uma falha em viver esse ensino. O ponto é que a fim de a paternidade ser responsável, a decisão, seja de abster da união sexual ou de vivê-la no período fértil, não deve ser motivada pelo egoísmo.

Matar versus morrer: uma analogia 

A seguinte analogia resume não apenas a distinção moral importante entre contracepção e NFP, mas também a atitude moral necessária que deve acompanhar o uso responsável dos métodos de NFP.

Nossa atitude natural em relação aos outros deveria ser uma atitude de desejar vida e boa saúde a todos. Ainda assim, algumas circunstâncias poderiam nos levar a um desejo justo de que Deus chame alguém para a próxima vida. Suponha que um parente idoso estivesse sofrendo muito com uma doença relacionada à idade. Você pode ter um desejo nobre pela sua passagem dessa vida. De forma semelhante, a atitude natural de um casal deveria ser a de desejar filhos. Algumas circunstâncias, no entanto, poderiam levar um casal a ter um nobre desejo de evitar uma gravidez.

No caso de um parente idoso, uma coisa é sofrer com ele enquanto espera pacientemente por sua morte natural. Nessa situação, não haveria nada de culpável até mesmo em ser grato por sua morte quando ela ocorre. Outra coisa totalmente diferente seria tomar os poderes da vida para si e matar aquela pessoa porque você não pode mais suportar seu sofrimento.

De forma semelhante, para um casal com um nobre desejo de evitar uma gravidez, não existe nada culpável em esperar pacientemente pelo tempo da infertilidade natural, e até se alegrar que Deus tenha proporcionado um tempo de infertilidade. Outra coisa totalmente diferente seria o casal tomar os poderes da vida para si e tornar a si mesmos estéreis porque eles não podem suportar o sofrimento da abstinência.

Também é possível que seu desejo pela morte do seu parente seja injusto. Você pode ter algum tipo de ódio contra ele que o levaria a desejar sua morte. Você pode até não matá-lo, e ele pode morrer de uma causa natural. Não obstante, seu regozijo em sua morte seria culpável. Essa é uma situação de caráter similar à do casal que usa NFP com um desejo injusto de evitar uma gravidez. O regozijo deles no período infértil seria também culpável porque é motivado por uma mentalidade egoísta anti-filhos.

Para concluir

Acima está o esboço da lógica básica da ética sexual católica, e o faço na esperança de trazer um pouco de equilíbrio à discussão sobre paternidade responsável.

Em contraste com a visão “desencarnada” sobre amor, a Igreja ensina que a matéria importa. O que nós fazemos com nossos corpos expressa nossas convicções mais profundas sobre nós mesmos, Deus, o significado do amor e a ordem do universo. Quando a visão sacramental da Igreja sobre o corpo é levada a sério, nós entendemos que a união sexual não é um processo biológico, mas um processo teológico profundo. “Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja” (Ef 5, 32).

O ensinamento bem equilibrado da Igreja sobre a paternidade responsável é um presente divino para proteger o valor supremo deste sinal. Qualquer desequilíbrio, em qualquer extremo, deve ser evitado se quisermos proteger a fidelidade ao sinal do amor conjugal e uma proclamação cada vez mais clara do mistério divino no mundo.

 


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